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Dengue pode trazer prejuízo à sua empresa

Quando o trabalhador se ausenta por alguns dias do trabalho por motivo de doença, o impacto financeiro sobre a empresa nem sempre recai apenas sobre as atividades desempenhadas pelo trabalhador ausente. Ele repercute muitas vezes por toda a organização, sobretudo se o empregado pertencer a um grupo cuja produção tem implicações praticamente imediatas sobre o cronograma.

 

Dengue pode trazer prejuízo à sua empresa

Oitenta e oito casos de dengue foram confirmados em Jaboticabal no período entre julho de 2015 a 28 de janeiro de 2016. E a previsão é de que esses números tendem a se elevar. O impacto da dengue é tão importante que a Superintendência do Controle de Endemias – Sucen, do Ministério da Saúde, criou um calendário próprio, “o ano dengue”, contabilizado de julho a junho do ano seguinte para efeito estatístico sobre os casos da doença.

A ocorrência das chuvas entre o fim do ano passado e o começo deste ano potencializa os riscos de uma epidemia da doença, com efeitos devastadores sobre a vida da cidade e também sobre a atividade econômica.

Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz, datada de 2011, demonstra que cada pessoa vitimada pela dengue permanece internada por nove dias, em média, a um custo de 1.394 dólares por paciente internado. Vale ressaltar que em 2011, o dólar estava cotado a R$ 1,80 em média. No caso de atendimento ambulatorial, o custo era de cerca de 514 dólares por paciente em 2011. A dengue também impacta a vida dos estudantes, já que as crianças acometidas pela doença ficam, em média, cinco dias sem ir à escola.

A situação é ainda mais dramática devido ao período de crise econômica, já que as empresas já reduziram seu quadro de pessoal e uma nova baixa no número de trabalhadores pode significar perda de produtividade. “As empresas têm um planejamento, contando com o posto de trabalho ocupado. Em caso de afastamento, toda a cadeia produtiva, sobretudo quando se produz em série, fica prejudicada. Em empresas pequenas o problema é, a meu ver, ainda maior, pois elas possuem menor capacidade de manejo da mão de obra e de reposição”, destaca o presidente da Aciaja, Humberto Montans Bellodi.

Um trabalhador que se ausenta por alguns dias do local de trabalho pode afetar não só o setor em que atua, mas toda a organização da empresa, que precisa remanejar pessoal para cobrir suas funções. E isso impacta toda a cadeia produtiva, pois muitas vezes o empresário não conta com funcionários especializados para suprir aquela função.

A Aciaja integra a força-tarefa “Sala de Situação da Dengue”, criada em 2015, que reúne a Prefeitura, instituições vinculadas ao setor produtivo e clubes de serviço, em busca de alternativas para enfrentar a eminente epidemia.

Nova rotina nas empresasDengue pode trazer prejuízo à sua empresa

A ameaça da dengue deve criar uma nova rotina nas empresas. É importante que os empresários promovam uma verificação ao menos semanal no ambiente de trabalho, para evitar a disseminação de larvas e do mosquito, a partir da eliminação dos focos de água parada. Os próprios funcionários das empresas podem colaborar nesta frente.

Além disso, os agentes de saúde da Prefeitura atuam na eliminação dos focos de propagação da doença. Eles recebem treinamento da Superintendência do Controle de Endemias (Sucen) e do Departamento de Vigilância de Vetores e Zoonoses, coordenada pela médica veterinária Maria Angélica Dias, que é interlocutora junto à Diretoria Regional de Saúde e à Sucen.

Esses agentes devem estar identificados pelo uniforme e crachá da Vigilância de Vetores e Zoonoses. Caso se sinta inseguro em abrir as portas para o agente, ligue para o número 3202-8320 para checar sua identidade.

Sala de Situação da Dengue

Quem faz parte:

  • Secretarias Municipais de Saúde; de Obras e Serviços Públicos; de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente; de Negócios Jurídicos; e de Governo; ACIAJA; Clubes de Serviço; Setor agrícola.
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