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Momento de União

Os desafios que a crise econômica traz para os empresários e a contribuição da classe produtiva para o desenvolvimento da cidade são destaques nesta primeira entrevista concedida pelo arquiteto Arthur Dória Guzzo como presidente da Aciaja. Ele fala sobre o necessário entrosamento da Associação junto aos órgãos formuladores de políticas públicas para a construção de leis que atendam aos interesses empresariais e que estejam em dia com as necessidades de uma cidade que precisa se desenvolver ainda mais. O  empresário afirma que a união pautará sua gestão frente à entidade.

 

guzzoJornal da Aciaja: Qual é a pauta da Aciaja para este ano? Quais serão os principais desafios desta gestão?

Arthur Doria Guzzo: Eu espero que a palavra de ordem desta gestão seja “união”. Vamos dar sequência a todos os trabalhos iniciados nas gestões que nos antecederam. Nesse momento reverenciamos os fundadores da Associação e todos os seus ex-presidentes. Daremos ênfase na continuidade da última gestão, conduzida pelo ex-presidente Humberto Montans Bellodi. Hoje estamos à frente da Aciaja devido à oportunidade proporcionada por Humberto.  O País atravessa uma crise. Devemos buscar na integração entre os setores o ponto de equilíbrio para o bem comum.

O empresário deve reinventar sua atuação. Fazer mais com menos e com mais eficiência. Somos desafiados pelo aumento no preço da energia elétrica, dos impostos. Há ainda exigências sindicais desbalanceadas em alguns pontos. Há a alteração do índice do ISS de 2 para 4% e muito mais está por vir. Por isso, a Aciaja tem um papel fundamental. Sua missão é proporcionar cursos de qualificação, promover o debate, gerenciar encontros setoriais para discussão de tendências e desafios.

Nossa meta é proporcionar esse espaço de encontro entre empresários do mesmo setor, capazes de apontar soluções e inovação. Promover esse intercâmbio seja, talvez, a mais ousada das tarefas da Aciaja. As ideias criativas são essenciais para que possamos vencer os desafios impostos pelo mercado e pelo novo cenário político e econômico que nos impacta diretamente.

JA: Como vê a importância da classe empresarial para a vida da cidade?

ADG: Com maturidade e senso crítico, vejo que o desenvolvimento do ser humano se dá nas relações sociais e nas oportunidades de trabalho. Jesus nos ensinou que “o Pai trabalha até hoje e eu trabalho também”, o que mostra que o trabalho é uma Lei Divina e é pelo trabalho que nos desenvolvemos, que buscamos dignidade, aprimoramos nosso ser, tornando-nos mais fortes, mais sábios e mais prestativos.

A inércia ou aversão ao trabalho tem contribuído para o desenvolvimento de várias patologias. Talvez a maior delas seja o uso intensivo de drogas, que tem exterminado muitos de nossos talentos.

O empresariado é a força motriz da cadeia produtiva. Proporciona a criação de inúmeros postos de trabalho. Possibilita o desenvolvimento de novas tecnologias que trazem saúde, conforto, dignidade e maturidade evolutiva.

JA: Em sua opinião, a cidade está avançando sob o ponto de vista econômico?

ADG: Vivemos tempos difíceis, com recessão, aumento da taxa de desemprego, elevação de impostos, pressão de custos com as altas da energia, combustíveis. E isso traz desaceleração da atividade econômica e um quadro de incerteza quanto aos investimentos.

No entanto, enxergo vários avanços nas áreas de tecnologia e gestão, que são imprescindíveis  para a sustentabilidade  das empresas. Se esses incrementos forem implantados durante a crise, serão diferenciais para as empresas na retomada do crescimento econômico.

JA: Por que um empresário deve investir em Jaboticabal?

ADG: Primeiramente por amor à cidade, por carinho em relação aos seus moradores, por cumprir o sacerdócio de gerar empregos, por trazer a oportunidade de oferecer dignidade e também por participar e contribuir para que a cidade experimente avanços necessários e urgentes. Nossa meta é dar atenção também ao trabalhador, pois ele constrói o país. “Tudo que repousa em excesso é relatado pela natureza à inutilidade. O tesouro escondido transforma-se em cadeia de usura. A água estagnada cria larvas de insetos patogênicos. Não te admitas na atitude de vigilância e oração, fugindo  à luta com que a Terra te desafia. Inteligência parada e mãos paradas impõem paralisia  ao coração que, da inércia, cai na cegueira. Vibra com a vida que estua, sublime, ao redor de ti, e trabalha infatigavelmente, dilatando as fronteiras do bem, aprendendo e ajudando aos outros em teu próprio favor. Essa é a mais alta fórmula de vigiar e orar para não cairmos em tentação”.

JA: Qual será a estratégia para que os empresários reunidos na Aciaja sejam ainda mais ouvidos pelo poder público e contribuam na tomada de decisões sobre os caminhos da cidade?

ADG: Parceria é o caminho. Recentemente, a Câmara Municipal de Jaboticabal, por meio de parceria proposta pelo seu presidente, vereador Edu Fenerich, criou a Comissão de Assuntos Relevantes com a participação da Aciaja. Essa Comissão foi constituída para a revisão do Plano Diretor. A ideia é adequarmos a legislação para a nova realidade que a cidade apresenta. Além da Aciaja, a Comissão contará com a participação da Associação Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Jaboticabal. Estamos presentes contribuindo com vários conselhos de Jaboticabal. (veja box).

JA: Um empresário da construção civil assume a presidência da Aciaja. Haverá uma atenção maior para este segmento na pauta da Associação?

ADG: Atenção maior não, porém sei que a construção civil é um termômetro da economia. É o primeiro setor que para quando a economia vai mal.  Acho que a maior contribuição que podemos dar, juntamente com os demais diretores, é ofertar o acúmulo de experiências que somamos a partir de nossa vivência no setor da construção civil. A Aciaja conta com três diretores dos quadros da San Marino Empreendimentos Imobiliários: Elvio Roberto Morgatto, Wladimir Morgatto e Leonardo Rodrigues Morgatto; um diretor da empresa Venire Empreendimentos Imobiliários: Maurício Palazzo Barbosa; além de um diretor advogado, especialista em incorporação imobiliária da empresa Em Dia Administração & Cobrança: Rodrigo da Costa Geraldo. Também contamos com a expertise do diretor Nilson Cesar Donadon, da KND Consultoria e Treinamento, que assessora construtoras. Tenho formação acadêmica em Arquitetura e Urbanismo e pós-graduação  em Gestão de Projetos. Talvez isso ajude a identificar mais facilmente equívocos na legislação, como fizemos na Lei Municipal que estabelecia diretrizes para o uso dos estacionamentos e que era um absurdo em termos de ilegalidade, pois afrontava o direito de propriedade. A parceria com a Câmara de Vereadores ajudou a corrigir esse erro.  Possuir essa formação em urbanismo e atuar no setor da construção civil credencia os diretores da Aciaja a contribuir com a cidade. Todas as empresas necessitam da construção civil para que exerçam suas atividades. O investimento na qualidade da construção civil tem a capacidade de potencializar o aprimoramento de todas as cadeias produtivas.

JA: No seu discurso de posse, citou que objetiva trabalhar em colaboração com outras entidades de classe. Como pretende fazer isso?

ADG: Queremos a participação maciça da Aciaja em parceria com todas as associações e entidades de classe para que, juntos, possamos discutir e encontrar soluções  plausíveis e exequíveis  para Jaboticabal. Gostaria muito de criar o Fórum de Entidades de Jaboticabal – Feja, a exemplo  do Fórum das Entidades de Ribeirão Preto – Ferb. Esse Fórum auxilia os Poderes Executivo e Legislativo em busca da melhoria contínua da cidade.

“Nossa meta é proporcionar esse espaço de encontro entre empresários do mesmo setor, capazes de apontar soluções e inovação. Promover esse intercâmbio seja, talvez, a mais ousada das tarefas da Aciaja. As ideias criativas são essenciais para que possamos vencer os desafios impostos pelo mercado e pelo novo cenário político e econômico que nos impacta diretamente”.

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